ūüßą Margarina x Manteiga: Qual recomendar?

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A antiga batalha entre margarina e manteiga continua a intrigar consumidores e profissionais de sa√ļde.¬†

Nos √ļltimos anos, pesquisadores e fabricantes desses produtos t√™m tentado compreender seus impactos na sa√ļde humana, e n√≥s, como nutricionistas, temos o dever de nos atualizar sobre as melhores recomenda√ß√Ķes para os pacientes.¬†

√Č por isso que no artigo de hoje do Blog Numax, vamos analisar os pontos positivos e negativos de cada op√ß√£o.

 

A Manteiga

Começando pela aclamada manteiga, que entre os motivos para ser considerada uma opção mais saudável, podemos destacar:

 

  1. Ingredientes mais naturais:

    a manteiga é feita, principalmente, de creme de leite batido e adição de sal (ou não). Enquanto algumas margarinas podem conter uma lista longa de ingredientes, incluindo óleos vegetais refinados, emulsificantes e conservantes. Devemos sempre levar em consideração a quantidade e principalmente a qualidade dos ingredientes presentes nos alimentos industrializados e, por isso, nesse quesito a manteiga tem vantagem.

 

  1. Presença de aditivos alimentares:

    embora a manteiga contenha gorduras saturadas, as margarinas passam por um processamento industrial muito maior, com a adição de aditivos alimentares como conservantes e aromatizantes, o tornando menos natural. 

  2. Sabor, textura e cultura:

    a manteiga √© apreciada por seu sabor intenso e textura cremosa, o que a torna a escolha preferida para muitas prepara√ß√Ķes culin√°rias, como em receitas de confeitaria e panifica√ß√£o, por exemplo.¬†

 

Além disso, em muitas culturas, a manteiga é um alimento tradicional e de produção artesanal, o que pode influenciar a preferência das pessoas pela manteiga em relação à margarina.

No entanto, é importante enfatizar que a manteiga também possui pontos negativos, viu nutri? 

 

  1. Alto teor de gordura saturada:

    a manteiga √© rica em gordura saturada, que, quando consumida em excesso, pode contribuir para doen√ßas cardiovasculares. As recomenda√ß√Ķes de sa√ļde sugerem modera√ß√£o no consumo de gordura saturada, independente da fonte. Portanto, vale ficar de olho na quantidade de manteiga que ser√° colocada no plano alimentar dos seus pacientes e educ√°-los quanto a isso.

 

  1. Ausência de nutrientes adicionais:

    nenhuma manteiga do mercado nacional Рainda Рé enriquecida com nutrientes, como por exemplo, vitaminas ou ácidos graxos essenciais.

 

A Margarina 

 

J√° sobre as margarinas, alguns dos motivos pelos quais elas s√£o consideradas p√©ssimas op√ß√Ķes para sa√ļde se devem a fatos que j√° n√£o s√£o mais t√£o reais assim. S√£o eles:

  1. Alto teor de gorduras trans:

    as margarinas antigas eram produzidas por meio de um processo de hidrogenação parcial de óleos vegetais, que dava origem a gorduras trans.

  2. Gosto e textura alterados:

    as margarinas antigas tinham um gosto e uma textura diferentes, mais artificiais em compara√ß√£o com a manteiga, o que as tornava menos atraentes para consumo e tamb√©m para aplica√ß√Ķes culin√°rias.

  3. Falta de enriquecimento nutricional:

    margarinas antigas n√£o continham nutrientes adicionais, como vitaminas ou √°cidos graxos essenciais.

Isso tudo era a √ļnica realidade at√© alguns anos atr√°s, mas o processo de fabrica√ß√£o de margarina vem mudando consideravelmente ao longo do tempo, principalmente devido √†s preocupa√ß√Ķes com as gorduras trans e os efeitos prejudiciais √† sa√ļde associados a elas.¬†

Em muitas partes do mundo, houve uma redução significativa no uso de hidrogenação parcial para a produção de margarina. Claro que, essa mudança não aconteceu em todas as marcas produtoras de margarina do mundo

Mas, no Brasil, os fabricantes est√£o aderindo a essas mudan√ßas por livre e espont√Ęnea press√£o, j√° que a ANVISA proibiu a utiliza√ß√£o de gordura trans em produtos aliment√≠cios.¬†

 

Entenda o que mudou: 

  1. Eliminação de gorduras trans:

    conforme a conscientiza√ß√£o sobre os efeitos prejudiciais da gordura trans e a proibi√ß√£o do uso de gorduras trans em alimentos, as empresas reformularam suas margarinas para eliminar completamente essas gorduras. Isso tornou as margarinas modernas mais saud√°veis em compara√ß√£o com as vers√Ķes antigas.

  2. Baixo teor de gordura saturada:

    as margarinas modernas frequentemente contêm menos gordura saturada em comparação com a manteiga, tornando-as uma opção mais saudável em termos de perfil lipídico. Por essa você não esperava, né nutri?

  3. Enriquecimento nutricional:

    algumas marcas de margarinas fazem o enriquecimento desse alimento com vitaminas (como a vitamina D, E, A ou do complexo B) e √°cidos graxos essenciais (como o √īmega-3), tornando-as uma fonte adicional de nutrientes ben√©ficos.

  4. Melhor gosto e textura:

    as margarinas modernas foram aprimoradas em termos de sabor e textura, tornando-as mais parecidas com a manteiga e, portanto, mais aceit√°veis para o consumo no dia-a-dia e tamb√©m em muitas aplica√ß√Ķes culin√°rias.

 

No entanto, é importante lembrar que a qualidade nutricional varia entre marcas e produtos!!! 

Nutri, lembre-se sempre de orientar seu paciente que, ao escolher uma margarina, é fundamental ler os rótulos para verificar o teor de gordura saturada, gorduras trans e ingredientes artificiais. E que, optar por margarinas com baixo teor de gordura saturada e zero gorduras trans é a escolha mais saudável.

Em √ļltima an√°lise, a escolha entre margarina e manteiga depende das prefer√™ncias pessoais e das metas nutricionais de cada paciente. Ambas t√™m pontos fortes e fracos, e a modera√ß√£o √© essencial para qualquer alimento, em qualquer dieta.¬†

Para aqueles que buscam reduzir a gordura saturada em sua dieta, a margarina pode ser a melhor opção, desde que seja livre de gorduras trans e ingredientes artificiais. 

Por outro lado, para quem valoriza o sabor e menos industrialização, a manteiga pode ser a escolha mais atraente, contanto que seja consumida com moderação.

E aí, nutri, de qual time você é: manteiga, margarina, nenhum ou depende?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências: 

DOI: https://doi.org/10.1017/S1368980021004511
DOI: https://doi.org/10.1038/ejcn.2010.122

DOI: https://doi.org/10.1016/S0021-9150(96)06063-7

 

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